Tráfico de drogas fecha posto de saúde na Zona Oeste

Quando afirmo que a desfavelização se faz necessária no Rio de Janeiro, é, dentre outras coisas, uma forma de evitar que situações como a matéria do Jornal Extra descreve abaixo, sejam redicalemente evitadas. Centenas de pessoas estão sem atendimento médico na favela Vila Aliança, na Zona Oeste, por ordem de um traficante. O Estado e o município devem se unir e discutir a questão da desfavelização da cidade, ou não poderemos mais sair de nossas casas para andar em uma cidade sitiada. É preciso salvar o Rio de Janeiro

Leiam o absurdo abaixo:

 

A sede de vingança de um traficante de drogas deixa, há uma semana, centenas de moradores da Favela Vila Aliança, em Bangu, sem atendimento médico. Contaminado pelo vírus da Aids, Juarez Ribeiro da Silva, o Aranha, procurou a diretoria do posto de saúde Doutor Sílvio Barboza exigindo a lista de meninas da comunidade que estão com a doença. A idéia do bandido, que é o homem de confiança de Márcio da Silva Lima, o Tola, seria identificar e matar a garota responsável pela contaminação. Com medo, os funcionários do posto decidiram não voltar no dia seguinte, e as portas estão fechadas há sete dias.

— Não foi só a diretora que abandonou o posto da Vila Aliança. Todos os funcionários decidiram, juntos, que não voltariam — explicou Marli Alves Marinho, que é presidente do conselho distrital de saúde da Zona Oeste.

Saúde da família

Segundo funcionários, Aranha invadiu o posto de saúde armado, acompanhado de comparsas, e foi até a diretoria exigir a lista com os nomes. Com medo, ela pediu que o bandido voltasse no dia seguinte porque iria consultar alguns chefes. Mas, após uma reunião, ninguém apareceu no dia seguinte.

— Toda a equipe está assustada. Ele queria descobrir a lista para matar outra pessoa e não podemos ser coniventes com isso. Os profissionais de saúde estão ali para salvar vidas, não para entregar as fichas para que outras pessoas morram — disse Marli, explicando que o posto vai ficar fechado por tempo indeterminado.

Segundo o conselho distrital, o posto era comum até pouco tempo, quando foi transformado em uma unidade do programa Saúde da Família. Agora, ele é voltado para uma maior integração com a comunidade.

Chefe de Aranha, o traficante Márcio da Silva Lima, conhecido como Tola, está na seleta lista de recompensas do Disque-Denúncia (2253-1177). Informações que possam levar à prisão do bandido valem até R$2 mil.

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