Acusados de chefiar milícias entram em contradições na CPI

É por essas e outras que a desfavelização é discutida em todos os cantos do país, menos no Rio de Janeiro. Hoje está mais claro do que nunca que os criminosos desfarçados de políticos não querem que isto aconteça. É interessante para eles que o Rio continue à mercê das favelas, que alimentam a violência urbana, destroem o turismo e com isso uma grande potencialidade econômica para o nosso estado.

 Leiam a notícia abaixo:

 

O único ponto em comum entre os depoimentos do vereador Luiz André Ferreira da Silva, o Deco (PR), e do candidato a vereador Luiz Monteiro da Silva, o Doen (PTC), à Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que apura a atuação das milícias no Estado do Rio, nesta terça-feira, foi a negação de chefiarem milícias em comunidades da Praça Seca, Jacarepaguá, Zona Oeste. Os depoimentos foram marcados por contradições e omissões que, provam que as declarações foram baseadas em falsas informações.

– O Deco veio aqui e disse que não tinha nenhuma ligação com Doen que, por sua vez, afirma ter colaborado com a campanha do primeiro depoente. Ficou claro que eles tinham uma ligação, que não existe mais, e que existe milícia na Praça Seca, sim, ao contrário do que disseram – disse o parlamentar, lembrando que Deco e Doen apresentam em suas declarações de bens somas em torno de R$ 173 mil e R$ R$ 269 mil, respectivamente.

Primeiro a depor, Deco acredita que ganhou a eleição, porque trabalha pela educação e a saúde, através de dois centros sociais que oferecem atendimentos médicos, cursos de informática e reforço escolar para crianças, na comunidade do Chacrinha, onde mora. Ele afirmou que na região não existe milícia:

– A única atividade que tenho é a de vereador. Fiz concurso para a Polícia Militar, mas fui reprovado no exame psicotécnico. Servi o quartel por seis anos e, desde que saí, trabalho. Foi com o meu dinheiro que comprei o que tenho. E também com financiamento – ressaltou o vereador, que é dono de um caminhão Mercedez Benz, uma Saveiro, um Bora, e uma sala e uma vaga de garagem na Praça Seca.

– Se somarmos toda a remuneração recebida por Deco, desde que assumiu seu mandato, o valor não chega ao que ele declara – disse o presidente da CPI.

O vereador explicou ainda que, para aumentar sua remuneração, teria empregado a mulher em seu gabinete. Além dela, três irmãos e a sua sogra também teriam sido, até semana passada, seus funcionários na Câmara Municipal do Rio.

Deco é investigado por participação em dois homicídios e, segundo Freixo, já existe um mandado de prisão contra ele. Segundo o vereador, nenhuma prova foi encontrada quanto às denúncias feitas ao disque-denúncia. No depoimento de Doen, que também é investigado junto com o vereador, o candidato se disse surpreendido.

– Não entendo o porquê das investigações apontarem essa ligação. O fato ocorrido no dia 31 de dezembro de 2007 se deu quando nem estávamos mais em contato – explicou.

Questionado sobre as mortes, Doen disse que tudo o que sabe sobre o caso lhe foi dito na 32ª Delegacia de Polícia (Taquara).

– O delegado informou que o homem morto seria a pessoa que coletava dinheiro na comunidade para o Deco e que ele não teria repassado o valor, mas não sei. Essa é a investigação deles – contou.

O presidente da CPI levantou ainda uma informação da Central de Inteligência da Polícia Civil sobre um possível plano de Doen para matar o delegado da 32ª DP, Pedro Paulo Pontes Pinho, e culpar Deco. O candidato negou.

Durante a reunião, o presidente da CPI apresentou o Projeto de Resolução 433/08, de autoria do deputado Paulo Ramos (PDT), em que deixa de ser membro efetivo da CPI e indica a deputada Cidinha Campos (PDT) para compor a comissão. Também nesta terça-feira, a CPI aprovou a convocação dos vereadores Chiquinho Grandão (PTB) e Quiel do Canarinho (PDT), do município de Duque de Caxias (Baixada Fluminense), investigados pela Secretaria estadual de Segurança Pública, para a próxima reunião, na terça-feira, às 10h, na sala 311 do Palácio Tiradentes.

O vereador Nadinho de Rio das Pedras (DEM), do Rio de Janeiro, que depôs na última semana, também será reconvocado para a próxima reunião. Segundo Freixo, a CPI recebeu um relatório contendo informações contrárias às explicitadas pelo vereador durante seu depoimento. A comissão aprovou ainda o convite aos deputados federais Marcelo Itagiba (PMDB-RJ) e Marina Maggessi (PPS-RJ), que foram citados por Nadinho e pelo candidato a vereador Cristiano Girão (PMN) em seus depoimentos.

Quem quiser colaborar com informações ou fazer alguma denúncia à CPI pode ligar para o Disque Milícia da Alerj (0800-2820376), um serviço gratuito que atende de segunda a sexta, das 10h às 17h, e que, desde o dia 30 de junho, já recebeu mais de mil telefonemas.

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