Políticos corruptos não têm interesse na desfavelização do Rio de janeiro

Sempre falamos que a desfavelização é uma questão de atitude, de boa vontade política. Mas, quando nos deparamos com notícias como esta abaixo, retirada esta semana do site o GloboOnline podemos perceber que além do desinteresse em desfavelizar o Rio de Janeiro e trazer benefícios a toda a população carioca, há o enorme interesse em permitir e incentivar a criação de favelas. Isto me envergonha como carioca.

 

 

Leiam abaixo a notícia na íntegra

 

 

 

A Polícia Civil vai investigar informações de que o grupo da milícia denominada Liga da Justiça, chefiada pelo vereador Jerônimo Guimarães, o Jerominho, e seu irmão, o deputado estadual Natalino, estaria recrutando traficantes de drogas para substituir policiais civis, militares e agentes penitenciários que estão sendo presos. Eles trabalhariam como seguranças e ficariam de vigilância em pontos controlados pela milícia.

 

Bandidos da Baixada Fluminense e das próprias favelas da Zona Oeste estariam sendo contratados por valores que variam de R$ 300 a 1.700, a mesma quantia que é paga aos policiais.

 

– Já estamos apurando essas informações. Parece que agora a milícia resolveu pedir ajuda ao tráfico – disse o delegado titular da 35 DP (Campo Grande), Marcus Neves.

 

Quinta-feira, o delegado revelou que cada manifestante do grupo responsável pelo panelaço na porta da delegacia no dia em que Natalino foi preso, ganhou R$ 30 para participar do protesto. De acordo com o delegado Marcus Neves, Luciano Guinâncio Guimarães, filho de Jerominho, vai assumir os negócios da família. Além dele, Leandro Paixão Viegas, o Leandrinho Quebra-Ossos, é outro nome forte do que restou da milícia.

 

O material apreendido na casa de Natalino ainda não foi analisado. Os computadores deverão ser encaminhados ao Instituto de Criminalística Carlos Éboli (ICCE) para serem periciados. Quinta-feira, a CPI das Milícias decidiu encaminhar todas as denúncias feitas contra o deputado Natalino Guimarães para a Corregedoria da Alerj. O objetivo é municiar de informações o órgão, que investiga o deputado por quebra de decoro parlamentar.

 

Pagamento até em farmácia

 

A milícia comandada pelo deputado Natalino e pelo vereador Jerominho, usou boletos bancários para cobrar mensalidades, no valor de R$ 56, pela venda de sinal clandestino de TV (gatonet), em pelo menos um dos bairros da Zona Oeste.

 

Apresentado por um morador de Cosmos, um dos boletos foi apreendido no dia 2 de julho. A informação consta de um inquérito que apura a formação de quadrilha, instaurado na Delegacia de Repressão ao Crime Organizado (Draco).

 

De acordo com o depoimento de uma pessoa, ouvida pela polícia e está incluída no Programa de Proteção à Testemunha, uma empresa ligada ao deputado foi encarregada de recolher, em 2007, os depósitos. Os pagamentos podiam ser feitos em uma farmácia, na Zona Oeste.

 

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