Desfavelizar o Rio é uma questão de atitude

Estava pensando porque o processo de desfavelização da cidade, que começou na década de 60, não teve continuidade. É incrível. Já mostrei neste blog que o que hoje são parques, universidade, pontos turísticos poderiam ser imensas favelas perigosas. A urbanização de áreas faveladas precisa ser feita.
Brás de Pina

Brás de Pina

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Na década de 60, foi desfavelizado, entre outros, o bairro de Brás de Pina, no Subúrbio do Rio. Segundo um texto escrito no site Favela tem memória, a Codesco era uma integração entre governo, universidade e comunidade. Os moradores tinham toda a liberdade de fazer a planta da sua própria casa. Eles apresentavam aquela planta feita a mão para os estudantes que sugeriam mudanças e melhoravam os aspectos técnicos. “Olha aqui tem que ter um corredor, aqui pode ser parede do outro cômodo”. Se ele concordasse tudo bem.

  

 

 

 

Os economistas do projeto faziam um estudo sobre a capacidade de endividamento da família. Se a casa custasse 4,5 mil cruzeiros, eles tinham que ganhar o suficiente para conseguir pagar as mensalidades. A única obrigação é que pelo menos uma pessoa da família tinha que ter carteira assinada. Caso o sujeito só pudesse pagar uma casa de três mil cruzeiros, aí os arquitetos pensavam uma nova opção de planta. De repente ele construía uma parte em alvenaria e outra de madeira. A gente não tinha preconceito nenhum.

Todo esse atendimento era gratuito. A única exigência técnica era que a parte elétrica e o banheiro precisavam ser ligados na rede de esgoto. Se você vai hoje em Brás de Pina vai ver que não tem uma casa igual à outra. Bem diferente dos conjuntos habitacionais.  O material era todo comprado com cartas de financiamento.

O autor considera Brás de Pina um exemplo fechado de urbanização de favela. A obra demorou dois anos para ficar pronta.

O importante do sucesso deste tipo de empreendimento foi à vontade dos moradores em deixarem de ser favelados. Não sei se este tipo de projeto daria certo hoje. Acredito que precisa de ajustes. A minha intenção é mostrar que é possível promover a desfavelização do Rio de Janeiro. É possível viver em uma cidade sem favelas.

 

Brás de Pina

Brás de Pina

 

 

 

 

 

 

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