O crescimento desordenado do Rio é um sério problema a ser combatido

Leiam este texto. O prefeito Cesar Maia, durante sua campanha passada prometeu a desfavelização, mas não cumpriu.

 

O prefeito Cesar Maia anuncia que as favelas são tema prioritário no seu segundo mandato consecutivo. Não precisa ser especialista para concordar com a opção do prefeito. Basta um simples passeio pela cidade para se concluir ser a favelização grave problema. Mas preocupa a motivação excessivamente político-eleitoral que leva Cesar Maia a colocar o tema no alto de seu programa administrativo. Como atraiu 55% dos votos do asfalto e apenas 35% do total de eleitores das comunidades carentes, concluiu o prefeito ter chegado a hora de dar mais atenção ao tema.

O político está no legítimo direito de cativar votos. Esta é uma das razões de ser da profissão. Mas se o populismo e a demagogia contaminarem a intenção do prefeito — logo ele, um crítico desse estilo de se fazer política — o Rio mais uma vez padecerá.

Preocupa que o prefeito deixe claro não pensar em remoção ou em mecanismos para evitar a expansão dessa cidade informal que cresce em quase todas as regiões do Rio. Pois uma verdadeira política de desfavelização — sempre com o devido respeito a todos os cidadãos — não pode estigmatizar ações só porque foram mal conduzidas no passado. Mesmo que as favelas não tivessem se convertido em ninhos da criminalidade, a degradação que promovem e particularmente o risco que representam para a maior floresta urbana do mundo já seriam motivos suficientes para contê-las e, em alguns casos, removê-las — em todo ou em parte.

O que é de responsabilidade da prefeitura ?

A urbanização de algumas dessas áreas é política acertada. Mas será inócua se as favelas continuarem a se expandir. E continuam. Estima-se que a população favelada seja hoje de pouco mais de um milhão de pessoas, ou aproximadamente 19% do total dos cariocas. Mas poderá ser, em mais cinco anos, 21% de toda a população. Se nada for feito, surgirá o equivalente a quatro novas Rocinhas.

        Um programa sério de desfavelização precisa do apoio estadual e federal para programas de habitação popular. E de expansão e melhoria da malha de transporte coletivo, com o objetivo de viabilizar novos bairros. Também é imprescindível um planejamento familiar não impositivo.

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