Desfavelização pode dar fim á ocupação desordenada no Rio

Leiam abaixo o editorial do jornal O Globo. É claro a preocupação com cescimento desordenado das favelas e as conseqüências qie isto pode trazer à cidade. Apesar do dinheiro investido e da tentativa de desfavelizar, o Plano de Aceleração do Crescimento (PAC)pode não dar certo. Mas discordo com o texto em um ponto: “…uma solução definitiva para a questão jamais será alcançada…” A verdade é que um projeto de desfavelização fará com que este problema seja resolvido.É mais simples do que se imagina. Basta um pouco de boa vontade. Exemplo, inclusive, dados por outros municípios que iniciaram seu processo de desfavelização há alguns anos.

 

Sem perspectiva

 

“No centro do problema da ocupação desordenada do Rio – e demais cidades – estão as favelas. Não há como evitar, pois elas abrigam quase 20% da população carioca – mais de um milhão de pessoas – e ganharam uma importância chave no município. Para o bem ou para o mal.

 

De fornecedoras de mão-de-obra para o setor de serviços da cidade, as favelas foram se convertendo em quartel general de quadrilhas de traficantes. Uma minoria dentro do universo de habitantes dessas comunidades carentes, mas que serve para degradar ainda mais a imagem dessa espécie de bairros populares encravados em todos os cantos do Rio.

 

A imprevidência pública está na origem dessas ocupações. Quando, na primeira metade do século passado, o Rio passou por grandes reformas – a derrubada do Morro do Castelo e a abertura de avenidas no Centro – não se pensou no que fazer com a população desabrigada pelas obras. O caminho natural foi a ocupação de morros e descampados distantes do Centro.

 

O nome favela é carregado de preconceito. Mas o centro do problema está na ocupação desordenada dos espaços, mesmo pela classe média. Para coibir essa anarquia urbana – de  que a favela inevitavelmente é símbolo -, o poder público tem de executar o que stabelecem normas e leis, não importa se nos morros ou nas coberturas construídas ilegalmente na Barra.

 

Não pode haver, hoje, a falta de perspectiva daqueles tempos. Planejar é essencial para conter o crescimento da favelização e fazer retroceder esse  processo. Preocupa que recursos e esforços estejam sendo mobilizados em grandes projetos (PACs) na Rocinha, Manguinhos e outras favelas – com edificações que terão futuro incerto caso não venham a ser mantidas pelos cofres públicos -, sem que o sistema de transporte de massa receba a mesma prioridade. Pois sem ele amplas áreas da cidade deixam de ser ocupadas de forma ordenada, inclusive por populações hoje mal abrigadas em favelas, e uma solução definitiva para a questão jamais será alcançada.”

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