Crescimento desordenado no Humaitá e na Gávea preocupa moradores

Não basta desfavelizar a cidade, além deste processo necessário para que o Rio de Janeiro volte a ser uma cidade tranqüila novamentem também é preciso ficar atento ao crescimento da favelização…Se comerçarmos ainda a combater o crescimento desordenado assim que os mesmos começam a acontecer, muitas favelas serão evitadas. 

A matéria abaixo, por exemplo, mostra a preocupação dos moradores do Humaitá, na Zona Sul com o crescimento desordenado.  

Ontem vilas, hoje favelas

O Globo Zona Sul, Gian Amato

Crescimento desordenado de comunidades no Humaitá e na Gávea preocupa moradores  

A muralha de prédios na Rua Humaitá, na altura do número 282, esconde a verticalização da favela Recanto Familiar. Camuflada pêlos edifícios de classe média, as casas sobem em direção ao topo do morro, três delas com até cinco andares. O problema se repete na Gávea, onde a Vila da Major – construída para servir de moradia aos funcionários do Jardim Botânico – já subiu o morro provocando desmatamento e deixando os moradores indignados.

 

Segundo Paulo Giffon, presidente da Associação de Moradores do Humaitá (Amahu), a favelização leva prejuízo financeiro para os proprietários dos apartamentos, naquele trecho.

 

– A Amahu não quer a degradação ambiental da área. Além disso, os moradores reclamam da desvalorização imobiliária dos seus imóveis. Eles não comprariam um apartamento ali novamente – afirma Giffon.

 

Sérgio Leite, presidente da Associação de Moradores do Recanto Familiar, rebate as acusações de que a vila ajuda a degradar a região. No entanto, ele admite o seu crescimento:

 

– Claro que cresceu! Foi um filho que se casou, ganhou uma laje e subiu outro andar. Mas não provocamos danos ao meio ambiente.

 

Na Gávea, a discreta entrada da Vila da Major, na Rua Major Rubens Vaz, esconde o avanço sobre a Mata Atlântica. Segundo moradores, as obras são contínuas e causam desmatamento.

 

– Desmaiam na calada da noite – denuncia Renê Hasenclever, presidente da Associação de Moradores e Amigos da Gávea (Amagávea).

 

Renato Rabe, procurador do Jardim Botânico, diz que o terreno, que pertence à Secretaria de Patrimônio da União (SPU), está sob jurisdição do instituto:

 

– Pedimos a remoção, e as casas estão sub judice, porque há um crescimento desordenado, completamente irregular.

 

A secretaria municipal de Urbanismo informou, por meio de sua assessoria de imprensa, que desconhece o crescimento da Vila da Major. Sobre a Recanto Familiar, a secretaria disse que só pode atuar quando a área é declarada de “especial interesse social”, de acordo com um decreto municipal.

 

Uma resposta to “Crescimento desordenado no Humaitá e na Gávea preocupa moradores”

  1. Morador da Villa da MAjor Says:

    Ninguem é favelado na villa da major , pessoas de bem moram neste local são moradores muito antigos no bairro da gavea, desde muito antes da chegada desses moradores que dizem que somos invasores como Sr. presidente da amagavea, Antes da construção de espigões no bairro da gavea da vila da major dava para ver o mar do leblon e ainda continuam nos chamando de invasores, será que somos? não ha trafico,biroscas,assasinos, assasinato e assalto e nenhum tipo de comercio na villa que existe á mais de 70 anos, pq favela?
    e as casas que desmatam na jõao borges aumentam gradativamente na gavea ninguem ve pq são milhonarios?
    Eu sou morador de lá e me preocupo com o meio ambiente e se caso ocorra alguma degradação ambiental de algum morador da vila garanto que irei denunciar
    Abraço…

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