Construtoras se interessam pela camada mais pobre da população

A matéria abaixo foi publicada ontem, no caderno Morar Bem do Jornal O Globo. A matéria mostra claramente o interesse crescente de contrutoras nas camadas mais baixas da população e quanto este negócio pode ser lucrativo. Este pode ser mais um caminho para a desfavelização do Rio de Janeiro. È interessante para ambos os lados. O governo deveria armar parcerias, subsidiar projetos. Propostas como esta, junto a iniciativa privada tende a ser lucrativo para todos. Ganha o governo com a desfavelização, ganha o beneficiário, que passa a ter sua casa própria em um bairro com toda infra-estrutura e ganha a construtora. Como diz a repórter no fim da matéria… “Está lançado o desafio”.

 

Construtoras em campo

 

Por Luciana Calaza

 

Em meio à avalanche de crédito que há na praça para a compra da casa própria, a disputa entre construtoras rivais está ganhando fôlego em outros palcos: nos campos de futebol.

Férteis para a publicidade, os gramados são cenários de competição acirrada, via patrocínio a grandes equipes. Pois bem, duas empresas mineiras em forte crescimento, com lançamentos imobiliários em vários estados brasileiros, largaram na frente: enquanto a Tenda financia o Cruzeiro, a MRV Engenharia, que até dezembro custeava o arquirival

Atlético Mineiro, em fevereiro deste ano virou patrocinadora do Vasco da Gama.

         A aposta no futebol, tanto por parte da Tenda quanto da MRV – duas construtoras que apostam na população de classe média baixa – vem da crença de que a exposição da marca durante os jogos, na cobertura da imprensa e nas milhares de camisas vendidas a torcedores garantem publicidade eficiente. Não só pela popularidade do futebol, mas pela freqüência com que os times aparecem na mídia.

         (…) A decisão de patrocinar o Vasco foi pautada no fato de a MRV estar investindo mais no estado do Rio, com vários lançamentos na capital e em Niterói. E, em breve, em Belford Roxo e Macaé.

 

Classe média baixa é o alvo das empresas

 

A escolha de um esporte de massa, como o futebol, em vez de um esporte de elite, não foi à toa. As duas empresas têm produtos voltados para a classe média baixa: enquanto o preço dos imóveis da Tenda varia entre R$ 60 mil e R$ 120 mil, os valores das unidades lançadas pela MRV Engenharia ficam entre R$ 70 mil e R$ 140 mil.

         (…) Os modelos de negócios da MRV e da Tenda também são parecidos. Ambas adotam a padronização –  todas as casas e os apartamentos seguem o mesmo projeto, uma forma de baixar custos e reduzir o tempo da obra – e têm uma política agressiva de vendas. Contam com verdadeiros exércitos, formados por centenas de “consultores”, que saem em busca de clientes. (…)   Sua estratégia é oferecer prestações que caibam no bolso do consumidor – as parcelas iniciais de um imóvel da Tenda giram em torno de R$ 240.

         Antevendo o forte crescimento do segmento de construção, as empresas vêm se preparando para crescer e, no ano passado, passaram a fazer parte do “Novo Mercado” -mais elevado nível de governança corporativa da Bovespa, a Bolsa de Valores de São Paulo.

         (…)No fim do ano passado, a Tenda, assim como a MRV, fechou parceria com a Caixa Econômica no Rio para financiamento com recursos do FGTS de suas unidades.

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