Jabor: obras de Crivella na Providência é projeto eleitoral de maquiagem

Exército na Providência - Paulo Alvadia - Ag. O DIAJuro que tento, mas não é possível não continuar a falar do assunto que chocou a opinião pública esta semana: a morte dos rapazes no morro da Providência.  Quem não teve a oportunidade de ver o comentário do jornalista Arnaldo Jabor, ontem, no Jornal da Globo, veja clicando aqui. Vale a pena.

O jornalista nos propôs uma reflexão um pouco mais além dos fatos.

” (…) Nesse caso não basta apenas saber porque os soldados entregaram os pobres meninos aos assassinos. Mas saber como o senador Marcelo Crivella, pré-candidato à Prefeitura do Rio, armou um esquema entre o Ministério da Defesa e o Ministério das Cidades? Como? Será que o vice-presidente, correligionário do PRB teria dado uma mãozinha ao senador Crivella, apoiado pelo presidente, para fazer projeto eleitoral de maquiagem, com casinhas caiadas e portas azuis. Antigamente políticos populistas subiam o morro e inauguravam bicas. Bons tempos os das bicas! Hoje, com o Neo-populismo eletrônico das alianças, um mão vai lavando a outra, mas não embaixo das bicas, mas embaixo de um governo que só faz o que rende votos. Um governo que Um governo que se diz indignado, mas não toma providências no morro”.

Hoje, o RJTV informou que Tribunal Regional Eleitoral (TRE) abriu inquérito para investigar as obras e pediu esclerecimentos aos ministérios da Defesa e das Cidades. Em nota, o senador Marcelo Crivella disse não ter sido comunicado oficialmente sobre o inquérito do TRE.

Como venho dizendo, tentar promover a desfavelização é coisa séria. Não adianta fazer obras de maquiagem. O povo não é idiota. O carioca clama por um Rio sem favelas. Mas é necessário um estudo sério, um projeto competente. Venho mostrando neste blog que é possível desfavelizar a cidade.  Dificilmente tragédias como estas irão acontecer depois sem as favelas no Rio. Sem que traficantes tomem conta de espaços que pertencem ao Estado.

Em tempo, a Juíza da 18ª Vara Federal do Rio de Janeiro, Regina Coeli Medeiros de Carvalho, determinou, no fim da tarde de ontem, e que a Força Nacional de Segurança substitua a ocupação do Exército no Morro da Providência. No entanto, o Exército amanheceu no morro e efetuou a troca da guarda normalmente.

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