Homem que seria assessor de Crivella fez acordo com traficantes

Saiu hoje na página 14 da editoria Rio do Jornal O Globo, que apesar do Comando do Exército negar, a Força Armada faz policiamenro ostensivo no Morro da Providência. Segundo a reportagem do jornal, um documento confidencial da própria instituição mostra que os soldados foram orientados a realizar ações típicas de polícia. Ainda segundo a reportagem, o documento com nove páginas tem o título de “Operação Cimento Social” e foi criado em dezembro do ano passado. O texto lista uma série de situações para os militares e determina como eles deveriam proceder, inclusive na revista e prisão de suspeitos. Veja aqui a matéria completa.
Agora, como pode o senador Marcello Crivella, ex-oficial do Exército se demonstrar surpreso. O senador ainda se disse vítima de perseguição. Hoje, o Jornal Nacional divulgou depoimentos do cado da morte dos jovens na Providência. Vocês viram? Um tal de Eduardo, que se apresentou como assessor do senador teria feito acordo com traficantes para que as obras fossem realizadas. É assim que o senador pretendia fazer a desfavelização? Com o Exército fazendo o papel de polícia e um assessor entrando em acordo com criminosos. Está tudo errado. Favelização se faz com projetos sérios, com o apoio da população, que deve estar cirnte do que realmente irá mudar em suas vidas. Com o Estado garantindo a segurança de todos. O carioca quer um Rio sem favelas, mas isto não deve ser feita de maneira leviana. As obras do Programa de Aceleração do Crescimento na favela estão correndo em sistema de “Operação Padrão”. Os funcionários deram até amanhã para que o Exército saia da favela para que as obras corram em um ritmo normal.
Hojem no fim da tarde, a juíza da 18ª Vara Federal do Rio de Janeiro, Regina Coeli Medeiros de Carvalho, determinou a retirada das tropas do Exército Brasileiro do Morro da Providência, com a permanência do pessoal técnico-militar colaborador do projeto “Cimento Social”.
O morador de uma comunidade quer melhorias e dignidade. Não há a necessidade de Exército nas ruas para realizar obras. Não se pode fazer como o senador Crivella que está maltrando a população favelada para reformar algumas casas.

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