Desfavelização pode ajudar o Rio a vencer disputa para sediar Olimpíadas de 2016

 A Revista Carta Capital publicou nota, no último dia 8, sobre o desastre que pode ser a cidade do Rio de Janeiro sediar o Rio de Janeiro. A nota lembrou que a organização dos Jogos Pan-americano, ocorridos no ano passado, registrou incontáveis atrasos, contratações sispeitas e ainda teve o orçamento estourado por mais de dez vezes. O que prejudicou os cofres públicos. Já a Revista Época publica, Rio não é a favorita para sediar as Olimpíadas de 2016.
 Isto acontece porque o nosso Rio de Janeiro, tido como a “ Cidade Maravilhosa” não é mais vista como tão maravilhosa assim. A imagem da cidade está abalada. As favelas impõem medo aos turistas, deixa o Rio mais violento e expõem os moradores destas comunidades às situações mais extremas. Precisamos da desfavelização da cidade.

Os 3,8 bilhões do orçamento geral da União relativos ao Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) e destinados à urbanização de favelas e saneamento básico são uma grande oportunidade para tentarmos reverter esse quadro. Todavia, ressalte-se que, se pensarmos da maneira tradicional, ainda que a cifra seja bastante significativa, não será suficiente para resolvermos todos os nossos problemas. Por outro lado, se utilizarmos os recursos para criarmos uma espiral de desenvolvimento os resultados no longo prazo poderão ser infinitamente mais interessantes.
 
A questão é simples. Sabedores de todas as peculiaridades da administração pública. Mas vamos pensar como administradores privados: se alguém recebe um bom montante e corre para comprar com ele imediatamente os bens que precisa,  a operação se interrompe neste ato. No entanto, se investestirmos em alguma aplicação que gere recurso e com ele faça suas compras, ainda que mais lentamente, a possibilidade de geração de riqueza real se perpetua. Por mais que seja tentador aplicar o recurso principal diretamente em áreas pontuais de maior carência, esta, quase nunca, será a melhor estratégia. Concessões políticas no uso do dinheiro público são perigosas. Com pouco recurso na mão devemos utilizá-lo como contrapartida para alavancar mais recursos e para criar condições que atraiam parceiros. Mais que isso, o investimento deve ser feito prioritariamente em locais e segmentos da economia que tenham maior capacidade de gerar renda no menor prazo possível.
 
A Zona Sul, a Barra da Tijuca, o Centro, São Cristóvão e o entorno do Maracanã são locais que deveriam receber investimentos prioritários pelo seu grande potencial turístico e sua capacidade de com baixo investimento gerar riqueza e renda em pouco tempo. Por tanto, devem ser as primeiras áreas a serem desfavelizadas. Certamente, a indústria do turismo, principal atividade da Cidade do Rio, seria muito beneficiada com a criação de um cinturão de ordem urbana e segurança pública nessa região e poderia gerar recursos significativos para serem investidos em áreas mais carentes.
 
Em um segundo momento, a recuperação do entorno de grandes vias como Linhas Vermelha e Amarela, também fundamental para a região metropolitana, permitiria os deslocamentos com segurança de agentes geradores de negócios, inclusive turistas recém chegados no aeroporto internacional, e melhoraria a imagem da Cidade no exterior.

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