Enquanto o Rio de Janeiro ignora a desfavelização… Outros estados o entendem como fundamental.

Sei que para alguns cariocas acreditam que desfavelizar o Rio de Janeiro é impossível. É isso que tento mostrar neste blog, que um Rio sem favelas é possível. Muitos municípios brasileiros tratam o assunto com a seriedade que o problema exige. Não entendo porque nossa cidade, tão necessitada da política da desfavelização, não tenha sequer uma discussão tramitando pela Câmara Municipal, não há uma pessoa com coragem suficiente de enfrentar o assunto. O que é um absurdo. O Rio de Janeiro merece a desfavelização.

 

        No Paraná, por exemplo, este assunto é discutido com muita seriedade. O deputado estadual do Paraná Ney Leprevost, quando era vereador em Curitiba já pedia, em 2002, que o Poder executivo fizesse um programa de desfavelização. Veja o pedido abaixo:  

 

O Vereador, Ney Leprevost, infra-assinado(a)(s), no uso de suas atribuições legais, submete à apreciação da Câmara Municipal de Curitiba a seguinte proposição:Requerimento: À Prefeitura de Curitiba

 

 

 

SÚMULA:

 

“Solicita a criação de um programa municipal de desfavelização e urbanização das áreas de risco”.

 

Requer à Mesa, na forma regimental, que seja encaminhado expediente ao Excelentíssimo Senhor Prefeito Municipal, solicitando a criação de um programa municipal de desfavelização e urbanização das áreas de risco.

Ney Leprevost
Vereador

Justificativa


Tal solicitação se faz em atendimento ao pedido que recebemos em nosso gabinete, da contribuinte, Sra. Elizabeth Tosi, moradora do bairro Parolim, que solicita a Prefeitura a criação de um programa municipal de desfavelização e urbanização das áreas de risco.
Com este programa acreditamos que a nossa cidade poderá sair na frente, no combate a este problema, que a cada dia se prolifera mais.
De acordo com a contribuinte, a sugestão seria promover a urbanização, loteamento e desintegração dessas áreas de risco, que mantem as pessoas em nível de indignidade e coloca a vizinhança em estado de alerta. Segundo o relato dela, no bairro do Parolim, os moradores assitem diariamente a favela aumentar e os demais moradores que pagam seus impostos, vivem como prisioneiros dentro das suas casas, por conta do receio de morar perto de uma favela.

 

É… parece que só o Rio ignora o assunto que os outros estados entendem como fundamental.

 

 

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