Arquivo da categoria ‘Economia e Desenvolvimento’

O Exército vai ocupar, de forma simultânea, no dia 5 de outubro, comunidades do Rio

Setembro 22, 2008

Exército em favelas do Rio

Exército em favelas do Rio

Não quero me posiocionar contra ou a favor sobre a presença do Exército nas comunidades para garantir a tranqüilidade do processo eleitoral. Apenas isto renderia centenas de posts neste blog, mas gostaria de ressaltar que o descaso das autoridades e a falta de discussão sobre a desfavelização da cidade resultou no que temos que viver hoje. Os currais eleitorais nestas regiões alimentadas por políticos corruptos que se aliaram ás milícias e ao tráfico de drogas para obeterem lucros financeiros e milhares de votos. Assim a bola de neve fica maior a cada dia e quem sofre é o cidadão carioca. Como sempre é o carioca quem vai pagar a conta de tanta corrupção. Sofrendo assaltos, vivendo sob a rotina do medo e vendo a economia da cidade ir pelo ralo. Precisamos discutir a política da desfavelização do Rio de Janeiro e começar a oferecer dignidade ao carioca, moradores de favelas ou não.

 

 

Leiam a noitícia abaixo:

 

O Exército vai ocupar, de forma simultânea, no dia 5 de outubro, as 27 comunidades do Rio de Janeiro classificadas pela Justiça Eleitoral como áreas de risco. A ação será o ponto culminante da Operação Guanabara, que vem sendo realizada pelas Forças Armadas para coibir crimes eleitorais em áreas do estado, desde o último dia 11.

- Serão milhares de homens. Ainda estamos terminando o planejamento, mas a operação culmina no dia 5, com a presença simultânea em todas essas comunidades, fazendo a segurança também de urnas, antes e depois das eleições, segurança da apuração em alguns locais, e a segurança do dia da votação – afirmou o porta-voz da operação, coronel André Luiz Novaes.

A operação teve até agora quatro fases. Na primeira, foram ocupadas a cidade de Campos, no norte do estado, e sete comunidades cariocas: Cidade de Deus, Rio das Pedras e Gardênia Azul, na Zona Oeste, e Vila do João, Vila dos Pinheiros, Conjunto Esperança e favela Nova Holanda, no Complexo da Maré.

Na segunda fase, os soldados se retiraram daquelas comunidades para entrar nas favelas do Taquaral, Coréia, Vila Aliança e Sapo, na Zona Oeste. Na terceira fase, os militares saíram da zona oeste e foram para a Zona Sul, onde ocuparam a Rocinha e Vidigal.

Na quarta fase, iniciada neste domingo, estão sendo ocupadas as favelas do Jacarezinho, na Zona Norte, e Carobinha, Barbante e Antares, na Zona Oeste. O Exército permanece nessas comunidades até terça-feira, depois segue para Duque de Caxias, onde ocupará, por dois dias, Gramacho e Lixão.

Também serão ocupadas as comunidades de Pilar e Beira-Mar, também em Caxias, Salgueiro, em São Gonçalo, Acari e Amarelinho, ambos na zona Norte do Rio. As últimas duas favelas serão Vila Cruzeiro e Complexo do Alemão, também na Zona Norte. No dia 4 de outubro não haverá operação e, no dia 5, os militares ocuparão, pela primeira vez, as 27 comunidades de uma só vez.

 

Ministério da Justiça entrega mil unidades habitacionais

Setembro 19, 2008
Programas como este devem ser estendidos a todos. É uma forma de desfavelização de muitas comunidades:
O Ministério da Justiça começa a entregar a partir do mês que vem mil unidades habitacionais do Programa Nacional de Segurança Pública com Cidadania a policiais do Rio de Janeiro.A decisão foi tomada durante reunião do ministro da Justiça Tarso Genro com o governador do Rio Sérgio Cabral, no Palácio Guanabara. Os profissionais inscritos no projeto Bolsa Formação do governo federal e que integrarem o policiamento comunitário terão prioridade.Com o apoio da Caixa Econômica Federal, o Plano habitacional do Pronasci tem como meta oferecer financiamentos diferenciados aos policiais e possibilitar que os soldados morem em lugares mais seguros – isso porque – muitos deles vivem em locais cercados pelo crime organizado e sequer podem se identificar como pms.Os soldados têm à disposição dois planos: o de arrendamento residencial, que oferece casas populares e as cartas de crédito de até 50 mil reais.O projeto Bolsa Formação visa incentivar a qualificação dos policiais de baixa renda que recebem até Mil e 700 reais.

Acusados de chefiar milícias entram em contradições na CPI

Setembro 16, 2008

É por essas e outras que a desfavelização é discutida em todos os cantos do país, menos no Rio de Janeiro. Hoje está mais claro do que nunca que os criminosos desfarçados de políticos não querem que isto aconteça. É interessante para eles que o Rio continue à mercê das favelas, que alimentam a violência urbana, destroem o turismo e com isso uma grande potencialidade econômica para o nosso estado.

 Leiam a notícia abaixo:

 

O único ponto em comum entre os depoimentos do vereador Luiz André Ferreira da Silva, o Deco (PR), e do candidato a vereador Luiz Monteiro da Silva, o Doen (PTC), à Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que apura a atuação das milícias no Estado do Rio, nesta terça-feira, foi a negação de chefiarem milícias em comunidades da Praça Seca, Jacarepaguá, Zona Oeste. Os depoimentos foram marcados por contradições e omissões que, provam que as declarações foram baseadas em falsas informações.

- O Deco veio aqui e disse que não tinha nenhuma ligação com Doen que, por sua vez, afirma ter colaborado com a campanha do primeiro depoente. Ficou claro que eles tinham uma ligação, que não existe mais, e que existe milícia na Praça Seca, sim, ao contrário do que disseram – disse o parlamentar, lembrando que Deco e Doen apresentam em suas declarações de bens somas em torno de R$ 173 mil e R$ R$ 269 mil, respectivamente.

Primeiro a depor, Deco acredita que ganhou a eleição, porque trabalha pela educação e a saúde, através de dois centros sociais que oferecem atendimentos médicos, cursos de informática e reforço escolar para crianças, na comunidade do Chacrinha, onde mora. Ele afirmou que na região não existe milícia:

- A única atividade que tenho é a de vereador. Fiz concurso para a Polícia Militar, mas fui reprovado no exame psicotécnico. Servi o quartel por seis anos e, desde que saí, trabalho. Foi com o meu dinheiro que comprei o que tenho. E também com financiamento – ressaltou o vereador, que é dono de um caminhão Mercedez Benz, uma Saveiro, um Bora, e uma sala e uma vaga de garagem na Praça Seca.

- Se somarmos toda a remuneração recebida por Deco, desde que assumiu seu mandato, o valor não chega ao que ele declara – disse o presidente da CPI.

O vereador explicou ainda que, para aumentar sua remuneração, teria empregado a mulher em seu gabinete. Além dela, três irmãos e a sua sogra também teriam sido, até semana passada, seus funcionários na Câmara Municipal do Rio.

Deco é investigado por participação em dois homicídios e, segundo Freixo, já existe um mandado de prisão contra ele. Segundo o vereador, nenhuma prova foi encontrada quanto às denúncias feitas ao disque-denúncia. No depoimento de Doen, que também é investigado junto com o vereador, o candidato se disse surpreendido.

- Não entendo o porquê das investigações apontarem essa ligação. O fato ocorrido no dia 31 de dezembro de 2007 se deu quando nem estávamos mais em contato – explicou.

Questionado sobre as mortes, Doen disse que tudo o que sabe sobre o caso lhe foi dito na 32ª Delegacia de Polícia (Taquara).

- O delegado informou que o homem morto seria a pessoa que coletava dinheiro na comunidade para o Deco e que ele não teria repassado o valor, mas não sei. Essa é a investigação deles – contou.

O presidente da CPI levantou ainda uma informação da Central de Inteligência da Polícia Civil sobre um possível plano de Doen para matar o delegado da 32ª DP, Pedro Paulo Pontes Pinho, e culpar Deco. O candidato negou.

Durante a reunião, o presidente da CPI apresentou o Projeto de Resolução 433/08, de autoria do deputado Paulo Ramos (PDT), em que deixa de ser membro efetivo da CPI e indica a deputada Cidinha Campos (PDT) para compor a comissão. Também nesta terça-feira, a CPI aprovou a convocação dos vereadores Chiquinho Grandão (PTB) e Quiel do Canarinho (PDT), do município de Duque de Caxias (Baixada Fluminense), investigados pela Secretaria estadual de Segurança Pública, para a próxima reunião, na terça-feira, às 10h, na sala 311 do Palácio Tiradentes.

O vereador Nadinho de Rio das Pedras (DEM), do Rio de Janeiro, que depôs na última semana, também será reconvocado para a próxima reunião. Segundo Freixo, a CPI recebeu um relatório contendo informações contrárias às explicitadas pelo vereador durante seu depoimento. A comissão aprovou ainda o convite aos deputados federais Marcelo Itagiba (PMDB-RJ) e Marina Maggessi (PPS-RJ), que foram citados por Nadinho e pelo candidato a vereador Cristiano Girão (PMN) em seus depoimentos.

Quem quiser colaborar com informações ou fazer alguma denúncia à CPI pode ligar para o Disque Milícia da Alerj (0800-2820376), um serviço gratuito que atende de segunda a sexta, das 10h às 17h, e que, desde o dia 30 de junho, já recebeu mais de mil telefonemas.

Cariocas já usam blindagem em suas casa por conta dos conflitos em favelas

Setembro 14, 2008

Acredito que a notícia abaixo fala por si: Desfavelização já.

Leiam:

Do G1:

Prédio blindado pela associação de moradores no Morro do Fogueteiro, em Santa Teresa, ao lado de quadra com muro reforçado contra balas perdidas

Prédio blindado pela associação de moradores no Morro do Fogueteiro, em Santa Teresa, ao lado de quadra com muro reforçado contra balas perdidas

O nível de peculiaridade carioca em termos proteção predial vem aumentando na mesma proporção em que cresce, na cidade, a procura pela blindagem arquitetônica.

 

Para fugir das balas perdidas – e também das que têm alvo certo – até moradores de áreas de risco como o Morro do Fogueteiro, em Santa Teresa, no Centro, blindaram um prédio planejado para ser uma creche municipal. 

O imóvel de quatro andares está sendo usado pela associação de moradores, que promove cursos de capacitação para jovens.

A blindagem em localidade inusitada surpreendeu Emerson Mendonça dos Santos, o presidente da Câmara de Blindagem Arquitetônica, da Associação Brasileira de Blindagem (Abrablin). Ele lembrou que, apesar de os custos terem baixado, a proteção predial ainda é relativamente cara para os padrões da classe média.

“A procura vem aumentando na faixa de 20% a 30%. A maioria dos clientes são grandes empresas e condomínios situados perto de áreas de risco. Mas nunca tinha ouvido falar prédio blindado em favela. É preciso verificar que tipo de trabalho foi feito”, alertou Santos.

Diretor da EMS Blindagem, que projeta e executa serviços arquitetônicos, Santos diz que para que o cliente tenha a certeza de garantia da proteção a empresa contratada deve ter Certificado de Registro, Título de Registro e Relatório Técnico de Experimentação (Retex) emitidos pelo Exército – que controla todo tipo de blindagem feito no Brasil. Só assim é possível ter certeza que o serviço contratado é seguro.

“Isso é importante para mostrar que o material (aço, fibras sintéticas de alta performance e vidro) utilizado foi aprovado e testado pelo Exército. Mas é importante também verificar os níveis de blindagem”, detalhou Santos.

 Blindagem mais cara para tiros de fuzil

Qualquer pessoa física ou empresa pode contratar o serviço de blindagem. Cômodos, casas, apartamentos ou fachadas inteiras podem ser protegidos. Para prédios inteiros, é preciso fazer um estudo a fim de saber se o peso do material não vai afetar a estrutura da construção.

Desde que seja feita a manutenção para evitar a corrosão do aço, a blindagem pode durar por muitos anos.

A blindagem arquitetônica mais procurada no Rio é feita com chapas de aço e vidro. Como todo o material tem de ser feito sob medida, o serviço acaba saindo caro.

Para a blindagem mais leve (do tipo III-A) – que suporta o impacto de balas de revólver 38 e pistolas de calibre 45, 9mm, 357 e Magnum 47 – o metro quadrado do vidro varia de R$ 1.800 a R$ 1.900, do caixilho R$ 500 e da chapa de aço R$ 1.000 a R$ 1.200. 

Já para a blindagem mais resistente (do tipo III), que agüenta tiro de fuzil AR-15, AK-47, FAL 7.62 e que foi usada no Caveirão – o metro quadrado do vidro varia de R$ 2.700 a R$2.800, enquanto que o metro quadrado do caixilho fica em R$ 800 e da chapa de aço, que chega a ter seis centímetros de espessura, pode custar de R$ 2.200 a R$ 2.300.

Santos lembra que também pode ser considerada blindada uma parede de concreto maciço com 20 centímetros de espessura. Paredes feitas com tijolos vazados, mesmo com espessura maior não seguram tiros de fuzil.

 Grandes empresas e condomínios

Por causa do preço elevado, os maiores clientes, segundo Santos, estão concentrados em áreas da cidade onde o poder aquisitivo é maior. Ou seja, são condomínios e grandes empresas da Barra da Tijuca e do Recreio dos Bandeirantes, na Zona Oeste, e em residências perto de favelas na Zona Sul.

Ao contrário da blindagem de carros, não é preciso ter autorização do Exército para blindar a própria casa. Segundo o presidente da Câmara de Blindagem Arquitetônica, o interessado – empresa ou pessoa física – tem de preencher um cadastro minucioso, que é enviado pela firma de blindagem ao Exército.

“É a forma que temos para controlar a utilização do serviço e tentar evitar blindar casas de traficantes, por exemplo”, observou Santos, que está preparando um estudo para a blindagem de um quilômetro de muro na estação do metrô da Central, para proteger os operários que fazem a manutenção da via dos tiros disparados do Morro da Providência, no Centro. 

 Peculiaridade carioca

De acordo com o presidente da Associação Brasileira de Blindagem, Christian Conde, enquanto São Paulo é campeão nas blindagens em áreas de acesso – guaritas e portarias – o Rio tem como peculiaridade a blindagem de fachadas inteiras.

“E sempre do nível mais alto, principalmente porque no Rio, tantos os bandidos quanto a polícia usam fuzis”, disse Conde.

Ele lembra que a blindagem arquitetônica tem mais de 30 anos no Brasil, mas que era usada basicamente em instalações militares. Com o aumento da violência, a blindagem arquitetônica está aumentando e impulsionando mais ainda a de automóveis.

“O Brasil é um dos países onde mais se usa blindagem. Agora, já tem prédio blindado até em favela. Por isso, já somos referência na produção e instalação de blindagens.”, disse Conde.

 

Favelização dificulta política públicas

Setembro 12, 2008

A crise urbana que assola o Rio tem contornos próprios e se agrava pelo
processo de favelização que avança sobre a cidade, favorecendo a violência
urbana. A favelização dificulta operacionalmente todas as políticas públicas
convergentes como educação, saúde e segurança. Por isso, é a questão a ser
equacionada inicialmente.

Não é fácil pela dimensão que tomou e não pelo problema em si. A
sensibilização de todos os segmentos da sociedade pode ser conseguida, pois
é unânime que a desfavelização é fundamental para o Rio. Obviamente, se
tivermos agentes de transformação sociais interessados como parlamentares e
o próprio prefeito a solução estará mais próxima. Este é o principal
trabalho inicial.

Muitas cidades degradadas conseguiram sua recuperação a partir de programas
de médio / longo prazo, principalmente quando havia uma meta e prazo
claramente definido. Todos sabemos dos casos de Barcelona, NY, Bogotá.
Lisboa também é um caso de sucesso que presenciei pessoalmente. A última
“favela” chamada de casas de lata foi urbanizada. Muitos moradores ficaram,
outros tantos foram transferidos para novas construções ao longo da rodovia
que corta a cidade. Tudo para a Expo 98.

Hoje, o Rio encontra-se nesta difícil situação. A meta deve ser a
desfavelização do CINTURÃO TURÍSTICO DA CIDADE e a preparação das áreas de
VAZIOS DEMOGRÁFICOS como os dois primeiros trechos da Av Brasil que deverão
ter uso residencial prioritário. Nesta região há boa oferta de transporte
rodoviário e metrô. Hoje, existem inúmeros municípios com projetos de
desfavelização em curso. Alguns até com secretarias de desfavelização. Cada
um com o modelo que lhe coube melhor. Nós também podemos desenvolver o
nosso.

Ao mesmo tempo em que se dá corpo a um movimento do tipo DESFAVELIZAÇÃO JÁ,
esforços devem ser feitos junto a Câmara dos Vereadores para a
regulamentação do ESTATUTO DA CIDADE que contém todas as ferramentas de
gestão urbanística (as principais cidades do país já o regulamentaram),
regulamentação do SISTEMA DE HABITAÇÃO SOCIAL e aprovação do PLANO DIRETOR
com as previsões necessárias ao programa de desfavelização. Também devem ser
revistos e aprovados os PROJETOS DE ESTRUTURAÇÃO URBANA e de toda legislação
que incentive o uso das áreas infra-estruturadas da cidade que ainda
representem vazios demográficos.

Com o movimento em franca sensibilização e o arcabouço legal pronto há a
necessidade de atrair o mercado para empreendimentos voltados para a
população de baixíssima renda. Hoje, o mercado constrói para famílias com
renda a partir de 05 salários mínimos. Abaixo desta renda familiar não há
expectativa de lucro. O poder público deve incentivar o mercado imobiliário
direcionando-o a construir onde interessa à Cidade e nessas áreas rever a
legislação atualizando-a e flexibilizando seus usos. Por exemplo, as regiões
que foram “desindustrializadas” e cuja legislação estimula o uso industrial
preferencial deverão ser requalificadas e ter uso residencial incentivado.

Com o ambiente legal e econômico prontos parte-se para as intervenções no
CINTURÃO TURÍSTICO com a urbanização de todas as favelas desta região. Os
VAZIOS DEMOGRÁFICOS devem ser preparados para serem a nova área de expansão
residencial da cidade. Estas áreas concentrarão os novos empreendimentos e
condomínios residenciais para a população de baixa renda em geral e para
aquela que não puder permanecer nas áreas recuperadas do CINTURÃO TURÍSTICO.

Há muito por fazer é preciso começar já. O Rio vive um momento CRISE URBANA que assola o Rio tem contornos próprios e se agrava pelo
processo de favelização que avança sobre a cidade, favorecendo a violência
urbana. A favelização dificulta operacionalmente todas as políticas públicas
convergentes como educação, saúde e segurança. Por isso, é a questão a ser
equacionada inicialmente.

Não é fácil pela dimensão que tomou e não pelo problema em si. A
sensibilização de todos os segmentos da sociedade pode ser conseguida, pois
é unânime que a desfavelização é fundamental para o Rio. Obviamente, se
tivermos agentes de transformação sociais interessados como parlamentares e
o próprio prefeito a solução estará mais próxima. Este é o principal
trabalho inicial.

Muitas cidades degradadas conseguiram sua recuperação a partir de programas
de médio / longo prazo, principalmente quando havia uma meta e prazo
claramente definido. Todos sabemos dos casos de Barcelona, NY, Bogotá.
Lisboa também é um caso de sucesso que presenciei pessoalmente. A última
“favela” chamada de casas de lata foi urbanizada. Muitos moradores ficaram,
outros tantos foram transferidos para novas construções ao longo da rodovia
que corta a cidade. Tudo para a Expo 98.

Hoje, o Rio encontra-se nesta difícil situação. A meta deve ser a
desfavelização do CINTURÃO TURÍSTICO DA CIDADE e a preparação das áreas de
VAZIOS DEMOGRÁFICOS como os dois primeiros trechos da Av Brasil que deverão
ter uso residencial prioritário. Nesta região há boa oferta de transporte
rodoviário e metrô. Hoje, existem inúmeros municípios com projetos de
desfavelização em curso. Alguns até com secretarias de desfavelização. Cada
um com o modelo que lhe coube melhor. Nós também podemos desenvolver o
nosso.

Ao mesmo tempo em que se dá corpo a um movimento do tipo DESFAVELIZAÇÃO JÁ,
esforços devem ser feitos junto a Câmara dos Vereadores para a
regulamentação do ESTATUTO DA CIDADE que contém todas as ferramentas de
gestão urbanística (as principais cidades do país já o regulamentaram),
regulamentação do SISTEMA DE HABITAÇÃO SOCIAL e aprovação do PLANO DIRETOR
com as previsões necessárias ao programa de desfavelização. Também devem ser
revistos e aprovados os PROJETOS DE ESTRUTURAÇÃO URBANA e de toda legislação
que incentive o uso das áreas infra-estruturadas da cidade que ainda
representem vazios demográficos.

Com o movimento em franca sensibilização e o arcabouço legal pronto há a
necessidade de atrair o mercado para empreendimentos voltados para a
população de baixíssima renda. Hoje, o mercado constrói para famílias com
renda a partir de 05 salários mínimos. Abaixo desta renda familiar não há
expectativa de lucro. O poder público deve incentivar o mercado imobiliário
direcionando-o a construir onde interessa à Cidade e nessas áreas rever a
legislação atualizando-a e flexibilizando seus usos. Por exemplo, as regiões
que foram “desindustrializadas” e cuja legislação estimula o uso industrial
preferencial deverão ser requalificadas e ter uso residencial incentivado.

Com o ambiente legal e econômico prontos parte-se para as intervenções no
CINTURÃO TURÍSTICO com a urbanização de todas as favelas desta região. Os
VAZIOS DEMOGRÁFICOS devem ser preparados para serem a nova área de expansão
residencial da cidade. Estas áreas concentrarão os novos empreendimentos e
condomínios residenciais para a população de baixa renda em geral e para
aquela que não puder permanecer nas áreas recuperadas do CINTURÃO TURÍSTICO.

Há muito por fazer é preciso começar já. O Rio vive um momento
absolutamente favorável com a expectativa de sediar a Copa do Mundo de 2014
e os Jogos Olímpicos de 2016. Esta deve ser a meta. Este deve ser o prazo
absolutamente favorável com a expectativa de sediar a Copa do Mundo de 2014
e os Jogos Olímpicos de 2016. Esta deve ser a meta. Este deve ser o prazo.

Carioca responte a enquete e diz querer a desfavelização da cidade

Julho 15, 2008

No final do mês passado, o site de notícias Globo Online fez a seguinte pergunta para saber a opinião dos leitores: Que tema você quer ver discutido nas eleições municipais?

A maioria dos leitores resonderam Segurança Pública. Mas o leitor Sergio Marques de Almeida, foi mais além e mostrou que, como um cidadão carioca consciente, a forma do gorveno municipal atuar em Segurança Pública é a desfavelização da cidade. Veja abaixo a opinião do leitor:

Gostaria muito que todos os políticos que se interessam pela cidade do Rio de Janeiro começassem a falar sèriamente, a projetar e a organizar a DESFAVELIZAÇÃO da minha cidade no mais breve tempo possível. O resto (saúde, educação, etc.) é consequência deste processo. Ficaria muito agradecido a todos aqueles que participarem deste processo de DESFAVELIZAÇÃO pois transformariam a minha cidade em um paraíso sobre a terra.

Este carioca, assim como muitos já perceberam que esta a saída para os problemas de nossa cidade. Um Rio sem favelas é um Rio melhor, com qualidade de vida para todos. Eu disse para Todos. Parabéns Sergio Marques.

 

Favelas afugentam empresas do estado e prejudicam economia fluminense

Julho 2, 2008

favelas na Penha - O GloboAssistindo ontem ao telejornal RJTV, fiquei triste com a notícia de que a economia do subúrbio está decadente por conta da violência e os confrontos nas dezenas de favelas da região. A desfavelização se faz necessária também nestas áreas. Segundo o RJTV, mais de 70% da população economicamente ativa do subúrbio da Leopoldina trabalha longe do local. Isso gera um caos em toda a cidade e ainda tira qualquer possibilidade de qualidade de vida que estes trabalhadores poderiam ter.

Além de sobrecarregar outros grandes centros empregadores como o Centro da cidade, a Barra da Tijuca e a Zona Sul, a favelização constante do subúrbio prejudica a economia do nosso estado, já que as empresas fogem daqui com medo da violência, o que ainda gera milhares de desempregads no mercado. Esta favelização crescente prejudica ainda o trânsito e o transporte urbano e alimenta ainda o crescimento do transporte ilegal que fará o trajeto destes trabalhadores do subúrbios aos grandes centros empregadores em outras áreas da cidade.

Segundo o telejornal, fábricas e lojas fecharam e deixaram para trás não só prédios e galpões abandonados, mas também um grande número de moradores desempregados.

Na Avenida Teixeira de Castro, em Bonsucesso, dois postos de gasolina fecharam há dois meses. Um outro posto virou um estacionamento de carros. Na Rua Cardoso de Morais, no mesmo bairro, havia mais um posto abandonado. Depois de atravessar a linha do trem, o RJTV encontrou uma situação ainda pior.

Nesse giro pela Leopoldina, mais lojas e galpões estavam com as portas fechadas. Os moradores dizem que na Avenida Itaóca, em Bonsucesso, a cada ano, o abandono é maior. “Nunca se deve fechar o comércio, porque obriga o morador a ir para um local mais distante”, afirmou uma moradora.

O comerciante Marco Moutinho mora na região há 20 anos. “Há três anos trás, eu dava 157 empregos. Hoje, eu estou dando 30. o lance legal é que nos últimos seis meses, o governo está investindo na área com o PAC, com urbanização, iluminação. Acho que isso vai dar um alento para a nossa comunidade”, contou o comerciante.

Nos últimos dez anos, pelo menos, dez grandes empresas de vários setores da indústria fecharam as portas na região. No mercado São Sebastião, na Penha, onde há concentração de várias empresas do mercado de alimentos, é cada vez maior o número de galpões fechados.

O vice-presidente da Associação Comercial e Industrial Leopoldinense, Mário Filho, atribuiu o esvaziamento da região à violência. A área fica entorno do Conjunto de Favelas do Alemão, onde traficantes e policiais vivem em conflito.

“Nós pediríamos para as autoridades, políticas e de maneira geral, que dessem um pouco mais de atenção para a área da Leopoldina”, declarou Mário.

“Tem que investir mais para a gente ir melhorando até mesmo com relação à qualidade de vida de quem mora aqui, de quem passa por aqui e de quem estuda aqui”, disse Aline Brito, moradora de Bonsucesso.

A Secretaria Estadual de Desenvolvimento Econômico informou que está estudando uma maneira de revitalizar esta área, mas ainda não há prazo, uma notícia que não agradou os moradores.

“Nós moradores estamos revoltados com o descaso das autoridades que não fazem nada. Nós precisamos de incentivos, de captação de recursos e de providências urgentes nessas localidades”, afirmou um morador.

“Estamos perdendo dinheiro. Nós precisamos recuperar toda a área da Leopoldina para criar emprego e para gerar renda, para o sustento das nossas famílias”, declarou um senhor.

“Nós não vamos desistir do negócio. V ai ser só incentivo. Quando tiver mais capital circulando dentro da comunidade, vai ser melhor. Você vai ter mais trabalho e mais circulação de capital e as pessoas vão ter uma condição de vida melhor”, disse outro morador“.

O carioca precisa da desfavelização da cidade ou em breve nos transformaremos em uma cidade sitiada sem recursos para a nossa própria sobrevivência.

 

Crivella tenta ser o ‘Pai do PAC’ e é investigado pelo TRE

Junho 27, 2008

Pac na RocinhaSaiu publicada, na página 11 edição de ontem do jornal O Globo, matéria que diz que o senador Marcelo Crivella enfrentará outra investigação do Tribunal Regional Eleitoral (TRE). Parece que o senador quer posar de bom moço e sair dizendo por aí que está desfavelizando a cidade. Pena que ele faz tudo errado. Faz as obras de fora incorreta. De maquiagem, sem resolver o problema das famílias e ainda usa isto de forma eleitoreira. Como se isto não bastasse, agora o senador Marcelo Crivella quer ser o “pai do PAC”. Segundo a reportagem, a divulgação de um informe publicitário fora do período eleitoral levará o pré-candidato do PRB a prefeito a enfrentar mais uma investigação do TRE.
   Ainda segundo a reportagem, trata-se de um texto em duas páginas, chamado de “informe especial” e publicado na edição 2008 da revista “Roteiro do poder”, associa o senador com as obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) nas favelas do Rio. A peça publicitária atribui a Crivella a criação do PAC da Rocinha, da Maré e do Complexo do Alemão.
(Na revista está escrito: Governo Federal executa no Rio o PAC das favelas criado pelo senador Marcelo Crivella.
        E ainda segundo a matéria, ” Há um cunho subliminar de lançamento do nome dele (Crivella) como pessoa que agiu em favor da comunidade”. Segue abaixo mais um trecho da matéria:
   O juiz eleitoral Luiz Márcio Pereira, coordenador de fiscalização de propaganda no estado, informou que instalará um procedimento para apurar o caso. Crivella e a editora WD Editorial, responsável pela revista, serão notificados para esclarecer quem pagou a divulgação do texto e como isso ocorreu.  
   O material poderá ser considerado propaganda extemporânea, porque foi divulgado antes do dia 6 de julho, quando se inicia o período eleitoral.
   – Aparentemente, é uma prestação de contas de uma suposta participação na realização desses projetos. Mas há um cunho subliminar de lançamento do nome dele (Crivella) como pessoa que agiu em favor da comunidade. Ali, ele aparece como uma pessoa diferenciada, em ano eleitoral – disse o juiz.
Crivella disse, através de sua assessoria, que não é responsável pela publicação do texto:
   – Não tenho conhecimento disso. Se alguém disser que fui eu que paguei, quero que prove com o cheque – disse.
   ” Não tenho conhecimento disso. Se alguém disser que fui eu que paguei, quero que prove com o cheque “.

Diretor da revista, o jornalista Walter Diogo não foi contrado. A editora, Glória Nogueira, disse não ter informações sobre o “informe especial”, publicado nas páginas 16 e 17 da edição que está nas bancas, que ainda publica os telefones de autoridades federais, municipais e estaduais e das principais empresas do estado. Nas bancas, a revista é vendida por R$ 15. É também distribuída a empresas fluminenses e a órgãos governamentais. A editora não soube informar a tiragem da publicação.
   No texto, o senador dá entrevista e diz que sua intenção, com a criação do PAC, era “transformar algumas das grandes favelas do Rio em bairros populares, porque é impossível você transferir grandes quantidades de população de um bairro para outro”. O texto informa ainda: “O projeto do senador Marcelo Crivella nasceu em seu gabinete e foi parar no Ministério das Cidades, que resolveu executá-lo como uma das prioridades do PAC, com a grife de PAC das Favelas”. As obras na Rocinha, no Complexo do Alemão e na Maré são feitas pela União em parceria com o estado
   A parte do texto do jornal O Globo que grifei acima me espanta. O senador acredita que colocar teleférico em uma favela irá transformar as favelas em um bairro? E além disso, é perfeitamente possível transferir os moradores favelados do Rio de Janeiro para habitações populares. Podemos ainda urbanizar as comunidades planas.  O Senador mostra que quer ser o candidato da comunidade, mas mete o pé pelas mãos. Senador Crivella desfavelização não se faz com maquiagem.

 

Fundo de Desenvolvimento Regional poderá ter recursos de R$ 9,5 bilhões

Junho 18, 2008

Veja a notícia abaixo: A criação do Fundo Nacional de Desenvolvimento Regional (FNDR)m que poderá dispor de aproximadamente R$ 9,5 bilhões em 2010m pode ser um grande aliado na desfavelização do Rio de janeiro. Precisamos que os governantes estejam atentos as oportunidades de desfavelizar a cidade.

Da Agência Brasil

O secretário de Política Econômica do Ministério da Fazenda, Bernard Appy, disse hoje que, se o crescimento da economia brasileira continuar em 5% do Produto Interno Bruto (PIB) ao ano, o Fundo Nacional de Desenvolvimento Regional (FNDR) poderá dispor de aproximadamente R$ 9,5 bilhões em 2010. A criação do FNDR está prevista na proposta de reforma tributária que tramita no Congresso Nacional.

Ao participar de audiência pública na Comissão de Desenvolvimento Regional e Turismo (CDR) do Senado, Appy lembrou que o FNDR servirá para coordenar a distribuição de recursos aos estados, de modo a reduzir as desigualdades regionais.

Ele estima que, dos recursos previstos, 60% serão destinados a financiamentos, de forma descentralizada, e os 40% restantes para obras estruturantes de apoio ao turismo.

Pelos seus cálculos, caso seja mantida a projeção de aumento do PIB, soma das riquezas produzidas no país, o volume do FNDR aumentará para R$ 14,6 bilhões em 2016. “Estamos propondo aprimoramento na forma de execução da política de desenvolvimento regional, mas isso não está na proposta ora em discussão”, disse.

O ex-ministro da Fazenda, Mailson da Nóbrega, também presente na audiência pública, considerou a estimativa “irrisória para as necessidades de desenvolvimento do turismo”.

Mailson criticou o fato da proposta da reforma tributária estar centrada, na sua opinião, no Imposto sobre Valor Agregado Federal (IVA-F) e na unificação das 27 legislações do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS). “Não se conseguiu ainda um consenso entre os estados sobre essa questão”.

Para ele, a aprovação da reforma vai desfazer o que chamou de “o grande equívoco” da Constituição de 1988, que foi permitir a gestão do ICMS pelos estados. Mailson disse que isso “desarrumou um sistema tributário que já foi dos melhores do mundo e hoje é o maior inibidor de desenvolvimento do país”.

A audiência pública também teve participação da economista Maria Helena Zockun, da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe). Para ela, a proposta deveria priorizar o caráter federativo do país e incluir o ICMS no IVA-F, como define proposta alternativa do senador Francisco Dornelles (PP-RJ).

A diferença estaria no fato de que os recursos arrecadados seriam distribuídos não pelo quantitativo referente a consumo, mas proporcional à população de cada estado. De acordo com Maria Helena, a disponibilidade de recursos públicos por habitante, como acontece hoje, é muito desigual e determinada, em parte, pelo critério de onde os impostos são arrecadados. “O objetivo deve ser redistribuir a renda pelo país, de forma mais solidária, para atenuar as diferenças regionais”, acrescentou.

A economista afirmou que “o sistema fiscal atual é perverso para as famílias mais pobres”. Ela mostrou pesquisa da Fipe sobre dados primários do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O estudo revela que a carga tributária sobre a renda total das famílias com até dois salários mínimos por mês chega a 51,6%, e cai à medida do aumento da renda até se estabilizar em 27,3% para as famílias que ganham mais de 30 salários mínimos por mês. “Os pobres pagam hoje quase o dobro de impostos em relação aos mais ricos”, enfatizou

Estado destina R$ 100 milhões para criar a Cidade da Polícia

Junho 12, 2008

Hoje eu abri o jornal O Globo..comecei a ler as matérias do dia e me deparo com um tripa de matéria que posteriormente também estava no Globo Online. Tratava-se do projeto de um prédio com 20 (isso mesmo 20) delegacias deve sair do papel. O estado vai destinar R$ 100 milhões à área de segurança, particularmente para a criação da Cidade da Polícia, que abrigará 20 delegacias especializadas da Polícia Civil, em um edifício informatizado em São Cristovão, Zona Norte do Rio.

Segundo a matéria publicada hoje, o projeto foi apresentado ontem pelo governador Sérgio Cabral ao ministro da Fazenda, Guido Mantega. O maior capacidade de endividamento estava sendo negociada desde o ano passado e foi fechada com o governo federal no final de março. O investimento vem do aumento em R$ 1,5 bilhão na capacidade de endividamento do Estado do Rio de Janeiro.

Outros R$ 200 milhões serão gastos no programa de limpeza na Baia da Guanabara, que envolve sistemas de saneamento dos rios que desaguam na região. Mais R$ 200 milhões para saneamento e abastecimento de água na Barra da Tijuca. O secretário também prevê investimentos de R$ 35 milhões para melhoria de estradas no interior e em obras voltadas ao setor de infra-estrutura de turismo. E mais R$ 400 milhões serão destinados para o trecho da Supervia que liga Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense.

Eu considero estas obras e reformas precisas, mas acredito que deveriam ser melhor aplicadas, R$ 100 milhões para a segurança e o que vão fazer éum prédio??? O que é isso?! Eu entendo que uma delegacia foi atacada por marginais, mas é que precisamos de mais policiais nas ruas. Precisamos da desfavelização de nossa cidade. Só assim vamos melhorar a segurança.
Hoje pela manhã, moradores e trabalhadores que passaram pelo bairro do Estácio depararam-se com um tiroteio entre policiais e traficantes nas favelas Querosene, São Carlos e Mineira. Cerca de 180 policiais civis realizavam operação para encontrar um paiol do tráfico na região. Isso sem citar as mortes e confrontos em outras favelas da cidade que aconteceram esta madrugada.

E ainda querem construir um prédio? Se um projeto de desfavelização da cidade for posto em prática, o Estado voltará a ter o domínio de seu território e um prédio com 20 delegacias se tornará desnecessário. E, acima de tudo, vimos que quando o Estado quer, a verba aparece.